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Jandyra Uehara traça cenário político para sindicalistas

Defesa da previdência e dos direitos sociais se impõe como prioridade, afirma socióloga.

Escrito por: Iracema Corso • Publicado em: 05/02/2019 - 15:03 • Última modificação: 05/02/2019 - 15:34 Escrito por: Iracema Corso Publicado em: 05/02/2019 - 15:03 Última modificação: 05/02/2019 - 15:34

. Dirigente da CUT Nacional falou para sindicalistas de Sergipe, a maioria professores

A secretária nacional de Política Social e Direitos Humanos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jandyra Uehara Alves, participou, nesta sexta-feira (1/2), da abertura da reunião do Conselho de Representantes do Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Sergipe (Ceres). Representante do Ramo dos Municipais na direção da CUT/Brasil, a socióloga fez uma análise de conjuntura enfocando os "Desafios da Classe Trabalhadora em 2019". 

Ela destacou que a defesa da previdência e dos direitos sociais é o primeiro desafio que será enfrentado diante de um governo que inaugura uma ‘nova etapa do golpe contra a democracia brasileira’ com claros objetivos de aprofundar o ataque aos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários. 

“Não podemos esquecer que Bolsonaro só é presidente do Brasil porque Lula foi preso sem provas, impedido ilegalmente de concorrer às eleições, então tivemos eleições ilegítimas como parte de um novo capítulo do golpe contra a democracia brasileira. A classe dominante do Brasil construiu um golpe contra Dilma, na sequência, impediu que o candidato popular com maior intenção de voto participasse das eleições. Em seguida, apoiou o que há de pior dentro do espectro da classe dominante no Brasil. Por isso o mandato de Bolsonaro inaugura uma nova etapa do golpe com o apoio do Judiciário, Legislativo e grande parte do empresariado nacional e internacional”.

Para Jandyra Uehara, os trabalhadores precisam ter ciência, por exemplo, de que a campanha difamatória contra Dilma, Lula e o PT foi decisiva na conquista da segunda etapa do golpe e que, portanto, é preciso dialogar com toda as categorias profissionais e reformular a estrutura de organização sindical para melhorar a troca de informação, pois sem a compreensão do cenário, será muito mais difícil resistir aos ataques que virão.

Ataque aos Professores
E um dia após as eleições, já começaram os ataques contra os professores. Através de vídeo o próprio presidente e uma deputada eleita incentivaram estudantes a ameaçarem e filmarem os seus professores sob a patética alegação de ‘catequização comunista nas escolas’.    

 “O ataque aos professores não atinge só os professores, mas todos nós. Provoca uma desestabilização total na relação entre professores e estudantes, gera uma relação de desconfiança na sociedade e fere frontalmente a Constituição Federal Brasileira. Nós professores temos liberdade de cátedra. Se tivéssemos um Judiciário sério, as pessoas que incentivam esse tipo de prática já estariam presas. Quem faz este tipo de provocação e proposta deveria responder penalmente, criminalmente. Mas temos um Judiciário a serviço do golpe. E um governo de extrema direita que atualiza o neofascismo”, alertou Uehara.

Aberta a trabalhadoras e trabalhadores, a atividade ocorreu na sede da CUT Sergipe com presença predominante de professoras do Sintese. 

Edição Déborah Lima

Título: Jandyra Uehara traça cenário político para sindicalistas, Conteúdo: A secretária nacional de Política Social e Direitos Humanos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jandyra Uehara Alves, participou, nesta sexta-feira (1/2), da abertura da reunião do Conselho de Representantes do Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Sergipe (Ceres). Representante do Ramo dos Municipais na direção da CUT/Brasil, a socióloga fez uma análise de conjuntura enfocando os Desafios da Classe Trabalhadora em 2019.  Ela destacou que a defesa da previdência e dos direitos sociais é o primeiro desafio que será enfrentado diante de um governo que inaugura uma ‘nova etapa do golpe contra a democracia brasileira’ com claros objetivos de aprofundar o ataque aos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários.  “Não podemos esquecer que Bolsonaro só é presidente do Brasil porque Lula foi preso sem provas, impedido ilegalmente de concorrer às eleições, então tivemos eleições ilegítimas como parte de um novo capítulo do golpe contra a democracia brasileira. A classe dominante do Brasil construiu um golpe contra Dilma, na sequência, impediu que o candidato popular com maior intenção de voto participasse das eleições. Em seguida, apoiou o que há de pior dentro do espectro da classe dominante no Brasil. Por isso o mandato de Bolsonaro inaugura uma nova etapa do golpe com o apoio do Judiciário, Legislativo e grande parte do empresariado nacional e internacional”. Para Jandyra Uehara, os trabalhadores precisam ter ciência, por exemplo, de que a campanha difamatória contra Dilma, Lula e o PT foi decisiva na conquista da segunda etapa do golpe e que, portanto, é preciso dialogar com toda as categorias profissionais e reformular a estrutura de organização sindical para melhorar a troca de informação, pois sem a compreensão do cenário, será muito mais difícil resistir aos ataques que virão. Ataque aos Professores E um dia após as eleições, já começaram os ataques contra os professores. Através de vídeo o próprio presidente e uma deputada eleita incentivaram estudantes a ameaçarem e filmarem os seus professores sob a patética alegação de ‘catequização comunista nas escolas’.      “O ataque aos professores não atinge só os professores, mas todos nós. Provoca uma desestabilização total na relação entre professores e estudantes, gera uma relação de desconfiança na sociedade e fere frontalmente a Constituição Federal Brasileira. Nós professores temos liberdade de cátedra. Se tivéssemos um Judiciário sério, as pessoas que incentivam esse tipo de prática já estariam presas. Quem faz este tipo de provocação e proposta deveria responder penalmente, criminalmente. Mas temos um Judiciário a serviço do golpe. E um governo de extrema direita que atualiza o neofascismo”, alertou Uehara. Aberta a trabalhadoras e trabalhadores, a atividade ocorreu na sede da CUT Sergipe com presença predominante de professoras do Sintese.  Edição Déborah Lima



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