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Apesar de denúncias, retorno às aulas é mantido para o dia 15 em Limeira

Mesmo com casos de professores e funcionários contaminados pela covid na rede estadual, Prefeitura mantém volta na rede municipal. Presidente da Fetam/SP, Eunice Lopes defende adiamento pelo Executivo

Escrito por: Gisele Carvalho • Publicado em: 11/02/2021 - 17:58 • Última modificação: 11/02/2021 - 18:12 Escrito por: Gisele Carvalho Publicado em: 11/02/2021 - 17:58 Última modificação: 11/02/2021 - 18:12

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Casos de covid-19 na rede estadual do município de Limeira foram notificados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) à Diretoria Regional de Ensino. Estes casos foram notificados na escola Ely de Almeida Campos. Além desses, a Gazeta tem recebido denúncias de outras escolas estaduais, onde professores e funcionários apresentaram sintomas e receberam o resultado positivo para covid. Segundo os denunciantes, diferente da escola Ely que teve suas aulas suspensas, a orientação da Diretoria de Ensino para as outras escolas é para que esses profissionais se isolem durante o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Apeoesp informou que parte dos professores da rede estadual continua em greve sanitária e, apesar de a adesão não ser total, continua a luta em defesa da vida. “Hoje [ontem] tivemos a informação de que mais quatro escolas de Campinas tiveram as aulas suspensas. O melhor remédio é a prevenção, queremos evitar que Limeira seja palco da epidemia entre profissionais da educação e estudantes”, argumenta.

Ontem, o Comitê de Combate à Covid se reuniu com o prefeito Mario Botion e os secretários da Saúde, Vitor Santos, e da Educação, André De Francesco. O objetivo era tratar de assuntos como o combate à pandemia e volta às aulas na rede municipal, mediante os registros de casos na estadual.

O Comitê da Covid, criado pelas entidades sindicais, relatou a angústia de servidores da educação que já retornaram e observam o aumento do índice de contágio.

A Apeoesp reivindicou o não retorno às aulas presenciais alegando que professores, funcionários e estudantes não devem colocar suas vidas em risco.

Botion manteve a decisão pautada nas justificativas do Grupo Técnico de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus, que prevê o retorno para o próximo dia 15. Contudo, o chefe do executivo garantiu que vai levar a demanda para ser avaliada tecnicamente pelos membros do grupo, bem como analisar os resultados do retorno dos alunos da rede particular, que ocorreu no dia 25 de janeiro e também da estadual, no último dia 8. "Com certeza, vou apresentar a demanda das entidades sindicais. Mas, neste momento, o que está valendo é a decisão técnica que já foi tomada", comentou.

O Comitê apresentou ainda o documento intitulado "Manifesto das entidades sindicais sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas do município de Limeira". O objetivo é tornar público que educação se recupera, vidas não.

Eunice Lopes, presidente da Fetam/SP, diz que, a exemplo de outras cidades, o executivo deveria adiar o retorno. "Com vidas não se arrisca. O melhor é recuar já, como fizeram cidades, como Diadema, onde as aulas retornarão apenas em abril", diz.

A Secretaria de Educação do Estado não respondeu aos questionamentos sobre os casos na rede e se as aulas podem ser suspensas. 

Título: Apesar de denúncias, retorno às aulas é mantido para o dia 15 em Limeira, Conteúdo: Casos de covid-19 na rede estadual do município de Limeira foram notificados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) à Diretoria Regional de Ensino. Estes casos foram notificados na escola Ely de Almeida Campos. Além desses, a Gazeta tem recebido denúncias de outras escolas estaduais, onde professores e funcionários apresentaram sintomas e receberam o resultado positivo para covid. Segundo os denunciantes, diferente da escola Ely que teve suas aulas suspensas, a orientação da Diretoria de Ensino para as outras escolas é para que esses profissionais se isolem durante o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A Apeoesp informou que parte dos professores da rede estadual continua em greve sanitária e, apesar de a adesão não ser total, continua a luta em defesa da vida. “Hoje [ontem] tivemos a informação de que mais quatro escolas de Campinas tiveram as aulas suspensas. O melhor remédio é a prevenção, queremos evitar que Limeira seja palco da epidemia entre profissionais da educação e estudantes”, argumenta. Ontem, o Comitê de Combate à Covid se reuniu com o prefeito Mario Botion e os secretários da Saúde, Vitor Santos, e da Educação, André De Francesco. O objetivo era tratar de assuntos como o combate à pandemia e volta às aulas na rede municipal, mediante os registros de casos na estadual. O Comitê da Covid, criado pelas entidades sindicais, relatou a angústia de servidores da educação que já retornaram e observam o aumento do índice de contágio. A Apeoesp reivindicou o não retorno às aulas presenciais alegando que professores, funcionários e estudantes não devem colocar suas vidas em risco. Botion manteve a decisão pautada nas justificativas do Grupo Técnico de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus, que prevê o retorno para o próximo dia 15. Contudo, o chefe do executivo garantiu que vai levar a demanda para ser avaliada tecnicamente pelos membros do grupo, bem como analisar os resultados do retorno dos alunos da rede particular, que ocorreu no dia 25 de janeiro e também da estadual, no último dia 8. Com certeza, vou apresentar a demanda das entidades sindicais. Mas, neste momento, o que está valendo é a decisão técnica que já foi tomada, comentou. O Comitê apresentou ainda o documento intitulado Manifesto das entidades sindicais sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas do município de Limeira. O objetivo é tornar público que educação se recupera, vidas não. Eunice Lopes, presidente da Fetam/SP, diz que, a exemplo de outras cidades, o executivo deveria adiar o retorno. Com vidas não se arrisca. O melhor é recuar já, como fizeram cidades, como Diadema, onde as aulas retornarão apenas em abril, diz. A Secretaria de Educação do Estado não respondeu aos questionamentos sobre os casos na rede e se as aulas podem ser suspensas. 



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