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Confetam participa de Encontro sobre Migração e Refúgio

Comitê criado para acolher refugiados se reunirá dia 9, na Cúria Diocesana do Crato.

Escrito por: Patrícia Silva • Publicado em: 05/10/2018 - 14:24 • Última modificação: 08/10/2018 - 14:10 Escrito por: Patrícia Silva Publicado em: 05/10/2018 - 14:24 Última modificação: 08/10/2018 - 14:10

Patrícia Silva Encontro reuniu religiosos, leigos da Igreja, sindicalistas e movimentos sociais

Na manhã do último sábado (29), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) participou, na Diocese do Crato (CE), do Encontro Diocesano sobre Migração e Refúgio, realizado no salão da Sé Catedral. Organizado pela Cáritas Diocesana, o encontro contou com a participação do secretário-geral em exercício da Confetam/CUT, Oldack Sucupira, de dom Gilberto Pastana, padres, diáconos, religiosas, leigos da Igreja e representantes de movimentos sociais.

A discussão girou em torno de como contribuir com as pessoas nessa situação, em especial os venezuelanos que estão em Roraima. O objetivo, além de socializar a experiência missionária da Pastoral do Migrante, foi sensibilizar os participantes para essa realidade, planejando ações que contribuam com a Igreja presente em Roraima.

“Enquanto o mundo constrói fronteiras nós podemos construir pontes de encontro, cultura, saber e conhecimento para esses migrantes terem uma oportunidade melhor de vida. A Diocese do Crato já tem uma história de compromisso com o povo, com os pobres e sabemos que ela somará conosco na missão de sermos uma presença de acolhida a esses migrantes, como pede o Papa Francisco”, disse a irmã Idalina Pellegrini, coordenadora da Pastoral do Migrante na CNBB Regional NE 1.

Dom Pastana recordou bem a história mencionada pela religiosa. “O cearense vive a realidade da migração e do acolhimento. O padre Cícero acolheu muitos migrantes e favoreceu a experiência comunitária, como o Caldeirão do Beato José Lourenço e tantas outras experiências de migrantes que vieram de vários Estados e aqui sobreviveram com a acolhida do padre Cícero. Em nossa história temos essa raiz de acolhimento, mas também nós temos a história da saída. Na Amazônia uma boa parte da população era formada por cearenses que saíram daqui por causa da seca e foram acolhidos no Norte. É bom a gente recordar esses acontecimentos. Como cearense nós temos essas duas experiências: a de que acolhe através do padre Cícero e daqueles que saem daqui por uma ameaça que extrapola nossa vontade”, falou o bispo, incentivando todos a contribuírem com o que estava sendo planejado para a atuação da Diocese na realidade discutida.

O professor da Universidade Federal do Cariri, Janailton Coutinho, também contribuiu com o momento formativo apresentando o contexto de migração e refúgio na atualidade, em especial em Pacaraima (Roraima) onde, segundo o Exército, cerca de 500 refugiados entram por dia, devido a crise humanitária na Venezuela.

Após este momento os participantes foram divididos em quatro grupos onde discutiram o que poderia ser feito de concreto. Na plenária, todos eles citaram a sugestão da realização de uma campanha de arrecadação de alimentos, vestuários e material de higiene, como também a criação de um Comitê que pense a acolhida de refugiados na região e a realização da Campanha “Compartilhe a Viagem”, que traz relatos de pessoas em situação de migração ou refúgio.

O Comitê foi formado e já tem a primeira reunião agendada: será dia 9 de outubro, às 9h, na Cúria Diocesana. Neste dia serão feitos os encaminhamentos para realização das ações apresentadas.

Edição Déborah Lima

 

Título: Confetam participa de Encontro sobre Migração e Refúgio, Conteúdo: Na manhã do último sábado (29), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) participou, na Diocese do Crato (CE), do Encontro Diocesano sobre Migração e Refúgio, realizado no salão da Sé Catedral. Organizado pela Cáritas Diocesana, o encontro contou com a participação do secretário-geral em exercício da Confetam/CUT, Oldack Sucupira, de dom Gilberto Pastana, padres, diáconos, religiosas, leigos da Igreja e representantes de movimentos sociais. A discussão girou em torno de como contribuir com as pessoas nessa situação, em especial os venezuelanos que estão em Roraima. O objetivo, além de socializar a experiência missionária da Pastoral do Migrante, foi sensibilizar os participantes para essa realidade, planejando ações que contribuam com a Igreja presente em Roraima. “Enquanto o mundo constrói fronteiras nós podemos construir pontes de encontro, cultura, saber e conhecimento para esses migrantes terem uma oportunidade melhor de vida. A Diocese do Crato já tem uma história de compromisso com o povo, com os pobres e sabemos que ela somará conosco na missão de sermos uma presença de acolhida a esses migrantes, como pede o Papa Francisco”, disse a irmã Idalina Pellegrini, coordenadora da Pastoral do Migrante na CNBB Regional NE 1. Dom Pastana recordou bem a história mencionada pela religiosa. “O cearense vive a realidade da migração e do acolhimento. O padre Cícero acolheu muitos migrantes e favoreceu a experiência comunitária, como o Caldeirão do Beato José Lourenço e tantas outras experiências de migrantes que vieram de vários Estados e aqui sobreviveram com a acolhida do padre Cícero. Em nossa história temos essa raiz de acolhimento, mas também nós temos a história da saída. Na Amazônia uma boa parte da população era formada por cearenses que saíram daqui por causa da seca e foram acolhidos no Norte. É bom a gente recordar esses acontecimentos. Como cearense nós temos essas duas experiências: a de que acolhe através do padre Cícero e daqueles que saem daqui por uma ameaça que extrapola nossa vontade”, falou o bispo, incentivando todos a contribuírem com o que estava sendo planejado para a atuação da Diocese na realidade discutida. O professor da Universidade Federal do Cariri, Janailton Coutinho, também contribuiu com o momento formativo apresentando o contexto de migração e refúgio na atualidade, em especial em Pacaraima (Roraima) onde, segundo o Exército, cerca de 500 refugiados entram por dia, devido a crise humanitária na Venezuela. Após este momento os participantes foram divididos em quatro grupos onde discutiram o que poderia ser feito de concreto. Na plenária, todos eles citaram a sugestão da realização de uma campanha de arrecadação de alimentos, vestuários e material de higiene, como também a criação de um Comitê que pense a acolhida de refugiados na região e a realização da Campanha “Compartilhe a Viagem”, que traz relatos de pessoas em situação de migração ou refúgio. O Comitê foi formado e já tem a primeira reunião agendada: será dia 9 de outubro, às 9h, na Cúria Diocesana. Neste dia serão feitos os encaminhamentos para realização das ações apresentadas. Edição Déborah Lima  



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