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A trajetória de Vilani Oliveira: aclamada presidente da Confetam para o triênio 2017/2020

A vida da presidente reeleita da Confetam é destaque no Blog do Melo, que resgata a história de uma professora contra as injustiças sociais do país

Escrito por: Blog do Melo • Publicado em: 08/05/2017 - 17:51 • Última modificação: 12/05/2017 - 18:52 Escrito por: Blog do Melo Publicado em: 08/05/2017 - 17:51 Última modificação: 12/05/2017 - 18:52

. Presidente da Confetam foi reeleita

Vamos conhecer um pouco da trajetória politica desta negra guerreira. Estamos falando da professora Vilani Oliveira, aclamada presidente durante o VI Congresso Nacional Ordinário da Confetam/CUT que reuniu, nos dias 29 de 30 de abril, em Recife (PE), 291 delegados de 22 estados e do Distrito Federal.

A professora Vilani Oliveira foi eleita pela primeira vez em 2013 para presidência da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) no V Congresso da Confetam realizado em Beberibe- Ceará, onde estavam presentes lideranças dos servidores municipais de todo o Brasil que definiram a nova direção da entidade.

A professora Vilani Oliveira é presidenta da Confetam/CUT representação máxima dos servidores municipais em nível nacional, reunindo 17 federações em sua composição. Ao todo, são aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores reunidos em 842 sindicatos filiados na luta pelo trabalho decente e pelo Serviço Público de qualidade, principal bandeira da Confetam/CUT.

Vilani de Sousa Oliveira (56) nascida em 06 de agosto de 1960, em Caucaia, é filha de pessoas humildes. O pai era caseiro de um sitio, onde morava de favor com a esposa e 12 filhos. A mãe, além de cuidar dos filhos, era lavadeira. Mas certo dia, sem nenhuma explicação, o proprietário resolveu expulsar seu pai com toda família do sítio.

A professora Vilani Oliveira tinha 13 anos quando ela e seus pais foram expulsos da terra onde moravam. Sem ter onde morar, a família foi se abrigar na favela da Vila União em um terreno cedido pela avó, próximo ao Aeroporto Internacional Pinto Martins. 

A lagoa da Vila União serviu de local de trabalho para a sua mãe completar a renda família. Aquela lagoa antigamente reunia muitas lavadeiras de roupas às suas margens, era como se fosse uma lavanderia pública.

Quando a avó morreu, os herdeiros venderam o terreno e com o pouco dinheiro que coube a cada um o pai comprou um terreno e construiu uma humilde moradia na favela do Quilômetro 8, conhecido hoje como Couto Fernandes.

O pai analfabeto de ‘pai e mãe’, como se dizia antigamente, e sem nenhuma instrução técnica foi para construção civil trabalhar de servente de pedreiro. Infelizmente a família sofreu um grande trauma quando seu genitor - o servente de pedreiro da construção civil e trabalhador da Construtora Nossa Senhora de Fátima -, foi atropelado na Avenida Bezerra de Menezes, próximo ao Instituto do Cegos, e teve morte na fatídica tarde quando regressava do trabalho com destino ao lar.

Foi no Quilômetro 8 que Vilani Oliveira desenvolveu sua juventude e adolescência. Desde jovem engajada nos movimentos sociais, a Associação dos Moradores do Quilômetro 8 foi a sua porta de entrada para a luta de classe.

Integrada ao movimento social na Associação de Moradores, Vilani Oliveira logo ao concluir o 2º grau, no ano de 1978, foi ensinar na escolinha comunitária da comunidade como voluntaria.

Em 1979, Vilani Oliveira, em plena ditadura, se integrou literalmente aos movimentos sociais. A favela onde morava sofreu uma ação de despejo, sendo a mais violenta na época em toda América Latina, inclusive o senhor Mardônio, presidente do Conselho de Moradores do Quilômetro 8 levou um tiro e ficou paraplégico.

Durante a desocupação da favela onde morava no Quilômetro 8, a professora Vilani Oliveira conheceu duas pessoas que iriam lhe inspirar para as lutas que ainda viriam: Rosa da Fonseca e Maria Luíza Fontenele, solidárias na luta contra o despejo, viraram fonte de inspiração para professora Vilani Oliveira. 

Inspirada em Rosa e Maria, Vilani se engajou em lutas mais amplas, conhecendo o sentido das desigualdades sociais. No Movimento das Mulheres Cearenses, a professora fez suas primeiras formações políticas e, por muito tempo, foi presidenta da Associação de Bairros e Favelas, em Fortaleza. Sempre na luta, liderou grandes movimentos na cidade, onde ocorreram fortes embates, inclusive com o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, hoje senador pelo PSDB.

Na década de 80, Vilani Oliveira foi trabalhar no comércio de Fortaleza, passando por ajudante de costureira na Indústria Mundica Paula, no Bairro do Montese, e professora na rede particular antes de ser funcionária pública da Prefeitura de Maracanaú..

Em 1992, Vilani Oliveira presta concurso para professora da rede pública de ensino do município de Maracanaú, no qual foi aprovada.

A Professora Vilani Oliveira tem a militância social nas veias. Logo que passou no concurso público para professora da rede municipal de Maracanaú, fez a disputa para presidência do Sindicato dos Professores de Maracanaú (Suprema), até então controlado por pessoas ligadas à Prefeitura.

Pelo seu destaque à frente do Sindicato dos Professores do Município de Maracanaú, a professora Vilani Oliveira foi chamada para integrar a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) e, posteriormente, foi convidada para disputar a presidência da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), sendo eleita para o triênio 2014/2016.

Reeleita para o triênio 2017/2020, a professora Vilani Oliveira foi aclamada e empossada durante o VI Congresso Nacional Ordinário da Confetam/CUT.

Avó e mãe de três filhos, Vilani Oliveira é formada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE). 


Para a professora Vilani Oliveira, o Curso de Extensão na História do Sindicalismo Internacional, realizado pela UNICAMP, e o Curso de Identidade de Gêneros, realizado em convênio do Sindicato dos Comerciários com a Universidade Federal do Ceará (UFC), são os dois mais importantes da sua vida.

Vilani Oliveira foi convidada para participar de várias mesas, inclusive internacionais, sendo destaque recentemente a sua participação no Seminário sobre Justiça Fiscal, em uma atividade organizada pela Internacional do Serviço Público (ISP), e, em Porto alegre (RS), ela participou de uma mesa com o mesmo tema junto com palestrantes de oito países.

A Professora Vilani Oliveira foi homenageada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará por meio de requerimento da deputada estadual Raquel Marques (PT), em uma sessão solene pelo dia do professor.

Título: A trajetória de Vilani Oliveira: aclamada presidente da Confetam para o triênio 2017/2020, Conteúdo: Vamos conhecer um pouco da trajetória politica desta negra guerreira. Estamos falando da professora Vilani Oliveira, aclamada presidente durante o VI Congresso Nacional Ordinário da Confetam/CUT que reuniu, nos dias 29 de 30 de abril, em Recife (PE), 291 delegados de 22 estados e do Distrito Federal. A professora Vilani Oliveira foi eleita pela primeira vez em 2013 para presidência da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) no V Congresso da Confetam realizado em Beberibe- Ceará, onde estavam presentes lideranças dos servidores municipais de todo o Brasil que definiram a nova direção da entidade. A professora Vilani Oliveira é presidenta da Confetam/CUT representação máxima dos servidores municipais em nível nacional, reunindo 17 federações em sua composição. Ao todo, são aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores reunidos em 842 sindicatos filiados na luta pelo trabalho decente e pelo Serviço Público de qualidade, principal bandeira da Confetam/CUT. Vilani de Sousa Oliveira (56) nascida em 06 de agosto de 1960, em Caucaia, é filha de pessoas humildes. O pai era caseiro de um sitio, onde morava de favor com a esposa e 12 filhos. A mãe, além de cuidar dos filhos, era lavadeira. Mas certo dia, sem nenhuma explicação, o proprietário resolveu expulsar seu pai com toda família do sítio. A professora Vilani Oliveira tinha 13 anos quando ela e seus pais foram expulsos da terra onde moravam. Sem ter onde morar, a família foi se abrigar na favela da Vila União em um terreno cedido pela avó, próximo ao Aeroporto Internacional Pinto Martins.  A lagoa da Vila União serviu de local de trabalho para a sua mãe completar a renda família. Aquela lagoa antigamente reunia muitas lavadeiras de roupas às suas margens, era como se fosse uma lavanderia pública. Quando a avó morreu, os herdeiros venderam o terreno e com o pouco dinheiro que coube a cada um o pai comprou um terreno e construiu uma humilde moradia na favela do Quilômetro 8, conhecido hoje como Couto Fernandes. O pai analfabeto de ‘pai e mãe’, como se dizia antigamente, e sem nenhuma instrução técnica foi para construção civil trabalhar de servente de pedreiro. Infelizmente a família sofreu um grande trauma quando seu genitor - o servente de pedreiro da construção civil e trabalhador da Construtora Nossa Senhora de Fátima -, foi atropelado na Avenida Bezerra de Menezes, próximo ao Instituto do Cegos, e teve morte na fatídica tarde quando regressava do trabalho com destino ao lar. Foi no Quilômetro 8 que Vilani Oliveira desenvolveu sua juventude e adolescência. Desde jovem engajada nos movimentos sociais, a Associação dos Moradores do Quilômetro 8 foi a sua porta de entrada para a luta de classe. Integrada ao movimento social na Associação de Moradores, Vilani Oliveira logo ao concluir o 2º grau, no ano de 1978, foi ensinar na escolinha comunitária da comunidade como voluntaria. Em 1979, Vilani Oliveira, em plena ditadura, se integrou literalmente aos movimentos sociais. A favela onde morava sofreu uma ação de despejo, sendo a mais violenta na época em toda América Latina, inclusive o senhor Mardônio, presidente do Conselho de Moradores do Quilômetro 8 levou um tiro e ficou paraplégico. Durante a desocupação da favela onde morava no Quilômetro 8, a professora Vilani Oliveira conheceu duas pessoas que iriam lhe inspirar para as lutas que ainda viriam: Rosa da Fonseca e Maria Luíza Fontenele, solidárias na luta contra o despejo, viraram fonte de inspiração para professora Vilani Oliveira.  Inspirada em Rosa e Maria, Vilani se engajou em lutas mais amplas, conhecendo o sentido das desigualdades sociais. No Movimento das Mulheres Cearenses, a professora fez suas primeiras formações políticas e, por muito tempo, foi presidenta da Associação de Bairros e Favelas, em Fortaleza. Sempre na luta, liderou grandes movimentos na cidade, onde ocorreram fortes embates, inclusive com o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, hoje senador pelo PSDB. Na década de 80, Vilani Oliveira foi trabalhar no comércio de Fortaleza, passando por ajudante de costureira na Indústria Mundica Paula, no Bairro do Montese, e professora na rede particular antes de ser funcionária pública da Prefeitura de Maracanaú.. Em 1992, Vilani Oliveira presta concurso para professora da rede pública de ensino do município de Maracanaú, no qual foi aprovada. A Professora Vilani Oliveira tem a militância social nas veias. Logo que passou no concurso público para professora da rede municipal de Maracanaú, fez a disputa para presidência do Sindicato dos Professores de Maracanaú (Suprema), até então controlado por pessoas ligadas à Prefeitura. Pelo seu destaque à frente do Sindicato dos Professores do Município de Maracanaú, a professora Vilani Oliveira foi chamada para integrar a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) e, posteriormente, foi convidada para disputar a presidência da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), sendo eleita para o triênio 2014/2016. Reeleita para o triênio 2017/2020, a professora Vilani Oliveira foi aclamada e empossada durante o VI Congresso Nacional Ordinário da Confetam/CUT. Avó e mãe de três filhos, Vilani Oliveira é formada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE).  Para a professora Vilani Oliveira, o Curso de Extensão na História do Sindicalismo Internacional, realizado pela UNICAMP, e o Curso de Identidade de Gêneros, realizado em convênio do Sindicato dos Comerciários com a Universidade Federal do Ceará (UFC), são os dois mais importantes da sua vida. Vilani Oliveira foi convidada para participar de várias mesas, inclusive internacionais, sendo destaque recentemente a sua participação no Seminário sobre Justiça Fiscal, em uma atividade organizada pela Internacional do Serviço Público (ISP), e, em Porto alegre (RS), ela participou de uma mesa com o mesmo tema junto com palestrantes de oito países. A Professora Vilani Oliveira foi homenageada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará por meio de requerimento da deputada estadual Raquel Marques (PT), em uma sessão solene pelo dia do professor.



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