Brasileiras não são mercadorias à venda, afirma dirigente da Confetam/CUT

29/04/2019 - 15:05

Secretária de Mulheres da entidade reage à declaração machista e homofóbica de Jair Bolsonaro. “É o marketing do capitalismo, que quer tornar o corpo das mulheres uma mercadoria", criticou.

Em mais uma de suas incontáveis falas desastrosas, o presidente de ultradireita Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou, no último dia 25, um dos mantras do capitalismo: o corpo das mulheres é mercadoria, principalmente no Brasil. A opinião é da secretária de Mulheres da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Ozaneide de Paulo.

Depois de analisar a frase dita por Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas, em Brasília, Ozaneide concluiu que o presidente oferece as brasileiras como um atrativo turístico do país. “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. Agora, não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay aqui dentro”, disse o presidente.

O marketing do capitalismo e o estereótipo da “mulher brasileira”

“É o marketing do capitalismo, que quer tornar o corpo das mulheres uma mercadoria, ideia claramente reafirmada pelo presidente Bolsonaro nessa frase. As mulheres não são mercadoria para turista que vem visitar o Brasil!” corrigiu a secretária da Mulher Trabalhadora da Confetam/CUT.

Ozaneide de Paulo, que também é secretária de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT/CE), avalia que a declaração machista e homofóbica de Bolsonaro põe em xeque os avanços da luta das mulheres e da população LGBT por emancipação política e igualdade. 

“Nossa luta é exatamente contra isso, para que esse tipo de estereótipo da mulher brasileira, do turismo sexual, da venda do corpo, não seja usado como marketing do nosso país pelo mundo. Nossa luta é pela valorização do corpo, porque o corpo é das mulheres!", disse Ozaneide de Paulo. "Mexeu com uma, mexeu com todas!”, avisou a dirigente.